Quarta-feira, Março 23, 2005
Quem sou eu
- Nome: André Santiago
- Local: Brasilia, DF, Brazil
Eu gosto do mar, do cheiro dele e do barulho que ele faz..gosto do pôr do sol, gosto de literaura, boa musica, arte em geral mas tb gosto de boteco, de falar besteira, de fazer os outros rirem, amo todos os meus amigos, acho a amizade umas das coisas mais importantes na vida, sou extremamente ciumento em relação aos meus amigos, gosto de rock inglês( e dai? ) falo francês (vc paga as minhas contas? )adoro viajar, sou meio romântico mal do século, mentira sou bayroniano mesmo...detesto melancia, sou virginiano com ascendente em escorpiao (cuidado comigo). adoro reticências...sou reticente....moro em Brasilia, cidade que me acolheu e que aprendi a amar, quero falar muito de Brasilia aqui mas quase toda minha vida pertence ao Ceara, especificamente a três lugares: Trairi, Fleixeras e Fortaleza, sofro do " mal du pays"...essa expressão que os franceses usam pra falar de saudade e ai vou pra rodo-ferroviaria ver os ônibus com placa de Fortaleza partirem e chorar um pouco...quero deixar aqui minhas impressões, coisa que ha muito queria fazer,sem pretenções,leiam se quiserem ler, comentem se quiserem comentar e contrariando Pessoa: essa é a minha maneira de não estar sozinho...
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DESENCONTRO
Chico Buarque
A sua lembrança me dói tanto
Que eu canto prá ver
Se espanto esse mal
Mas só sei dizer
Um verso banal
Fala em você
Canta você
É sempre igual
Sobrou desse nosso desencontro
Um conto de amor
Sem ponto final
Retrato sem cor
Jogado aos meus pés
E saudades fúteis
Saudades frágeis
Meros papéis
Não sei se você ainda é o mesmo
Ou se cortou os cabelos
Rasgou o que é meu
Se ainda tem saudade
E sofre como eu
Ou tudo já passou
Já tem um novo amor
Já me esqueceu
SONHO IMPOSSÍVEL
J. Darion - M. Leigh - Versão Chico Buarque e Ruy Guerra/1972
Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão
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